20 julho 2016

PREGAÇÃO, DESEJO E MOTIVO: UM ALERTA PARA OS JOVENS

   
               
"Com freqüência, tem acontecido que alguns jovens com determinados dons, ao ouvirem um grande pregador, sentem-se cativados por ele e pelo que ele está fazendo. Ficam atraídos por sua personalidade ou por sua eloquência, deixam-se comover por ele e, insconscientemente, começam a sentir o desejo de ser semelhantes a ele e de fazer o que ele está fazendo. Ora, isso pode estar certo, mas pode estar inteiramente errado. Os jovens podem ficar fascinados somente pelo encanto da pregação, atraídos pela ideia de ministrarem a Palavra a audiências e de influenciá-las. Todas as formas de motivos falsos e errôneos podem se instroduzir sorrateiramente. A maneira de nos precavermos desse perigo é perguntar-nos: por que desejo fazer isso? Por que estou preocupado com isso? E, a menos que descubramos um interesse genuíno pelas pessoas, pelo seu estado e condição e tenhamos desejo de ajudá-las, estaremos corretos em duvidar de nossos motivos." (D. Martyn Lloyd-Jones)

 O texto acima foi publicado originalmente em 1972, na obra intitulada Preaching and Preachers, traduzida para o português sob o título "Pregação e Pregadores", pela Editora Fiel. Apesar dos trinta e oito anos passados desde a sua primeira publicação, ele se mantém indiscutivelmente atualizado.
 Há na atualidade, de formar clara, o risco de muitos jovens desejarem seguir carreira como pregadores, motivados pelos aspectos estéticos da pregação, e pela sensação de poder que ela provoca. Como bem colocou Lloyde-Jones, o interesse genuíno em ajudar as pessoas é que deve ser a razão central, o motivo único deste desejo.

 Uma outra questão cabe aqui ser abordada. Muitos pregadores na atualidade, estão influenciando negativamente os mais jovens, pelo fato de que os motivos que o levaram ao ministério da pregação, terem uma relação direta e estarem sob a influência da chamada cultura do narcisismo e da sociedade do espetáculo.

 Narciso, de onde se deriva o termo narcisismo, segundo a mitologia grego-romana, era um jovem de incomparável beleza. Ele pensava, em razão disto, ser semelhante a um deus. Como resultado disso, Narciso rejeitou a afeição de Eco, uma bela jovem até que esta, desesperada, definhou, deixando apenas um sussurro débil e melancólico. Para dar uma lição ao rapaz frívolo, a deusa Némesis condenou Narciso a apaixonar-se pelo seu próprio reflexo na lagoa de Eco. Encantado pela sua própria beleza, Narciso deitou-se no banco do rio e definhou, olhando-se na água e se embelezando. Outras versões dizem que enquanto caminhava pelos jardins de Eco, ele descobriu a lagoa de Eco e viu o seu reflexo na água. Apaixonando-se profundamente por si próprio, inclinou-se cada vez mais para o seu reflexo na água, acabando por cair na lagoa e se afogar.

 A conceito de cultura do narcisismo, pode ser compreendido através da breve exposição sobre o tema, feita pela Dra. Ana Almeida em seu blog:
"A sociedade actual estimula a cultura do narcisismo. Cada vez mais competimos de forma acirrada por um “lugar ao sol” num mundo em que impera a lei do mais capaz e do sucesso ou da aparência dele. As exigências de sucesso provocam um enorme desgaste. As pessoas sentem-se obrigadas a atingir metas idealizadas e a ultrapassarem a qualquer custo as suas limitações. Instala-se um conflito entre o “eu idealizado” e o “eu real” que nos leva a desenvolvermos a crença de que valemos mais pelo que temos ou aparentamos ser do que pelo que realmente somos. A ânsia de reconhecimento faz com que a aparência tenha um enorme valor; quando somos confrontados com a diferença entre aquilo que pretendemos ser e aquilo que somos verdadeiramente a nossa auto-estima sofre, e esta diminuição da auto-estima torna-nos vulneráveis à depressão."

 Sobre a sociedade do espetáculo, e comentando a obra A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord, José Arbex Jr. escreveu no livro Showrnalismo: a notícia como espetáculo (Editora Casa Amarela, São Paulo, 2001):

"O espetáculo – diz Debord – consiste na multiplicação de ícones e imagens, principalmente através dos meios de comunicação de massa, mas também dos rituais políticos, religiosos e hábitos de consumo, de tudo aquilo que falta à vida real do homem comum: celebridades, atores, políticos, personalidades, gurus, mensagens publicitárias – tudo transmite uma sensação de permanente aventura, felicidade, grandiosidade e ousadia. O espetáculo é a aparência que confere integridade e sentido a uma sociedade esfacelada e dividida"

 Como bem coloca Joel Birman no livro Mal-estar na atualidade: A psicanálise e as novas formas de subjetividade, a cultura do narcisismo e a sociedade do espetáculo enfatizam a exterioridade e o autocentramento. Dessa forma, em se tratando de pregação e pregadores, o motivo e o desejo ficam comprometidos, visto que as necessidades do outro deixam de ser relevantes e de terem primazia, na mesma proporção em que as necessidades do próprio sujeito, norteadas pelo pensamento, sentimento e desejo narcísico, mediante o exibicionismo espetacular, ganham exclusividade.

 O outro se torna objeto de mero usufruto do sujeito narcísico, lhe servindo apenas como instrumento para o incremento da auto-imagem, mediante a manipulação através dos meios de comunicação de massa, e de uma forte ênfase na estetização da pregação, em detrimento do legítimo, salutar e bíblico propósito da pregação, e da verdadeira e bíblica razão de ser e fazer do pregador.

 Apesar do triste e atual quadro, percebo mudanças no cenário evangélico nacional, onde vislumbro a restauração da verdadeira pregação bíblica, realizada por pregadores santos e vocacionados por Deus para esta privilegiada missão, movidos pelos mais nobres e excelentes motivos, e desejosos de proporcionar o bem maior ao seu próximo, ou seja, a sua salvação, libertação, restauração, transformação, edificação, consolação e exortação, tendo como base e fundamento a Bíblia Sagrada.


                                                          (ALTAIR GERMANO)

25 junho 2016

Graça de Deus, verdadeiro manancial

   A fé se dá por satisfeita com a certeza de que, por mais que nos faltem muitas coisas que dizem respeito ao sustento da vida, Deus não nos há de faltar jamais. A principal segurança da fé repousa na esperança da vida futura, que nos foi dada pela palavra de Deus fora de toda dúvida.
Quaisquer que seja as misérias e calamidades que atinjam na terra aos que Deus abraça com seu amor, estas não podem, porém, impedir que sua benevolência seja para eles felicidade plena. por isso, quando
quisermos exprimir a suma felicidade,pusemos a graça de Deus como manancial de qual brota para nós bens de todos os tipos.

    ( Extraído da das Institutas de Calvino Tomo II, Pag 51)

13 abril 2016

Orientação em meio ao caos

 Todo Antigo testamento remete a Jesus. Ele é a mais clara revelação de Deus, e fala melhor do que toda a lei e todos os profetas sobre a obra redentora para a Humanidade. Ele oferece descanso das pesadas cargas que acumulamos e exigem deveres possíveis de cumprir, (Mat. 11: 28-30). Ele redefine as prioridades da lei e coloca a lei a serviço do Homem, e não ao contrário. Cristo oferece orientação ao caos Espiritual, emocional e moral em que vive a Humanidade.     

28 fevereiro 2016

A SUBLIMIDADE DE CRISTO NA ORAÇÃO POR MISSÕES – CRISTO, O NOSSO MEDIADOR

            O nosso desafio missionário é grande, mas uma coisa é certa, nesta grande obra não estamos sós, o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos garantiu que estaria conosco, “.. e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.
( Mat.28: 20).

            O ofício de Cristo como sumo sacerdote abre as portas de um verdadeiro tesouro para o crente, um tesouro que o crente deve explorar com transbordante gozo. Em seu sublime papel de sumo sacerdote, Cristo é o nosso representante (Heb. 2: 9) e nosso intercessor (Heb. 7: 25).

            Na carta aos Colossenses o apóstolo Paulo demonstra sua total confiança no Senhor para desenvolver a mais nobre das missões, ele faz isso ao orientar os irmãos à perseverarem na oração, suplicarem por ele e se portarem com sabedoria, aproveitando todas as oportunidades.”Perseverai em oração, velando nela com ação de graças;
Orando também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso;
Para que o manifeste, como me convém falar.
(Col. 4: 2-4).

 Nesta porção bíblica o missionário Paulo demonstra sua dependência em Deus e sua confiança na intercessão em favor do trabalho missionário. Paulo queria ter bom êxito na obra de missões e por isso rogava por orações, não tendo vergonha de pedir à seus amigos que orassem por ele.

            O missionário realmente precisa ser sustentado por orações em sua vida e seu ministério. Portanto meus amados, irmãos não esqueçam o exemplo deste grande missionário que entendeu muito bem as palavras de Jesus, que disse: “Sem mim nada podeis fazer” (João 15: 5).

            Se de fato nosso propósito é proclamar a palavra de Deus, temos que ter em mente que o poder para proclamar o evangelho vem através da oração, o Espírito de Deus usa a palavra de Deus quando nos aproximamos do trono da graça.

            Então, não esqueçamos a sublimidade de Cristo nas orações por missões, pois Ele mesmo nos diz: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.” (João 14: 13-14)

            Que Deus nos ajude nesta gloriosa obra. Amém

                                                                      Pastor Cícero Manuel

22 fevereiro 2016

O legalismo dos novos pregadores

Ao ouvir novos pregadores que se acham os teólogos da atualidade, não é difícil chegar à conclusão que alguns ate certo ponto são fieis a sã doutrina, suas mensagens ate que são ortodoxas. Podemos dizer que alguns têm uma boa teologia, mas facilmente vemos que falta-lhes piedade e devoção fervorosa.

A igreja precisa ficar atenta, não pode se contentar com doutrina sem amor nem amor sem doutrina. Por mais eloquente
 e carismático que seja o pregador, não podemos separar a ortodoxia da piedade, nem a teologia da pratica do amor.

Gosto muito do posicionamento do Reverendo Hernandes Dias Lopes que diz: A doutrina é à base da vida, e a vida conseqüentemente da doutrina. Doutrina sem vida desemboca em legalismo religioso. Infelizmente isso é o que temos visto com freqüência na vida de muitos que estão se aventurando como teólogos. Penso que assim como a fé sem obras é morta, a teologia sem vida é inútil, pois o conhecimento que não gera vida é estéril.

Não me lembro quem, mas alguém já disse: “A verdade precisa atingir o nosso celebro quebrantar o nosso coração e mover a nossa vontade na direção de uma vida digna de Deus”.  Lamentavelmente a grande maioria dos pregadores que estão sendo formados pelos seminários e que se acham teólogos tem certo conhecimento, mas não têm piedade; têm informação, mas não têm transformação.
 
 A Igreja deve ter muito cuidado para não entrar na “onda” da satisfação dos ouvintes com belos discursos sem vida, pois quando isso acontece a Igreja se torna fria, legalista e sem o vigor da maravilhosa graça. 
                                Que Deus tenha misericórdia.

                                                                     Pastor Cícero Manuel

                                               

07 outubro 2015

A ênfase eclesiocêntrica

 Tenho observado com tristeza como  alguns grupos recrutam novos membros para as suas comunidades, o critério para o sucesso da Igreja ressume-se apenas ao crescimento numérico e recursos financeiros.

Parece-me que neste mundo evangélico do vale tudo que têm crescido em muitos lugares, esta presente também aqui, pois infelizmente qualquer tipo de metodologia pode ser utilizado, desde que produza números, e principalmente recursos financeiros.

 Meu desejo é que a Igreja local compreenda o evangelho, para que a partir de então pratique um evangelismos Bíblico relevante. Pois alguém já falou “Esse tipo de discurso que enfatiza apenas á teologia da sua Igreja, é tentativa de fazer proselitismo com aqueles que estão começando uma vida nova em outra comunidade”. Certamente essa mensagem não é autenticada pela mensagem do evangelho. 

Muitos não evangelizam nem fazem discipulado, mas estão se especializado em pescar em aquários. Basta uma observação de como têm sido tal crescimento, se é fruto de evangelização ou de um agrupamento de achegados que logo são envolvidos.


Vejo com tristeza que a Igreja voltou-se para si mesma, e sua ênfase eclesiocêntrica existe apenas para crescer mais e mais ate se tornar mega, o que é lamentável. 

Penso que a igreja precisa voltar-se para á evangelização e formação de discípulos, caso contraria essas comunidades que assim procedem serão megas templos com um ajuntamento de pessoas, mas não podemos chamar isso de Igreja.

Bem falou o Pastor Jonas Madureira" A pior coisa que pode acontecer na vida de uma Igreja é quando ela crescer com membros que se transferem de outra". .      Que Deus tenha Misericórdia.
                                                              ( Pastor Cícero) 

05 outubro 2015

Rachel Sheherazade lança “O Brasil tem cura” pela Mundo Cristão


O livro mostra como os cidadãos podem participar do processo de restauração do país

Rachel Sheherazade lança “O Brasil tem cura” pela Mundo Cristão
A jornalista Rachel Sheherazade lançará em novembro, pela Editora Mundo Cristão, seu primeiro livro. A obra é uma leitura política sobre a situação atual do Brasil, um apanhado a respeito da crise moral, social e cultural do país.
Sheherazade apresenta uma reflexão criativa e pessoal sobre os principais problemas e convida os leitores a juntos, descobrirem por que o Brasil enveredou-se por caminhos tão penosos, além de apresentar soluções para que cada cidadão se torne um agente de transformação.
O nome do livro é bastante otimista: “O Brasil tem cura”. E o conteúdo convida o leitor a participar dessa restauração da nação.
“O Brasil convalescente precisa de cura, libertação e restauração. E, acredite, a salvação deste país depende, também, de você. Desejo que este livro o ajude a renovar suas esperanças no Brasil e o inspire a ser um agente de transformação, a começar por seu exemplo pessoal, ao converter pensamentos em palavras, palavras em ações e ações em revolução”, diz a autora.
O lançamento acontece em um cenário de crise moral na classe política, quando os vários escândalos de corrupção fazem com que o país se afunde em uma crise política que tem assustado a população, elevando o desemprego e aumentando as taxas de juros.
Em sua obra, Sheherazade relembra momentos políticos importantes da história do país e resgata valores como justiça, segurança, respeito, cidadania, patriotismo e ética. Segundo ela esses itens são bens que tornam uma pátria um lugar digno de viver. 
Por  Leiliane Roberta Lopes
gospelprime.com.b



04 setembro 2015

Relator é aplaudido após definir família como união entre homem e mulher

Relator é aplaudido após definir família como união entre homem e mulherRelator define família como união entre homem e mulher
O Estatuto da Família poderá receber emendas até que um relatório final seja definido pelos parlamentares da comissão especial
Nesta quarta-feira (2) a comissão especial da Câmara Federal apreciou a leitura do relatório do Estatuto da Família. O relator do projeto de lei, deputado federal Diego Garcia (PHS-PR), deu seu parecer definindo que família é a união entre homem e mulher por meio de casamento ou união estável, ou o núcleo formado por um dos pais mais os filhos.
Ao terminar a leitura, Garcia foi aplaudido pelos demais deputados que fazem parte da comissão especial, e recebeu críticas dos que não aceitam tal definição.
O Estatuto da Família é o PL 6.583/13 que versa sobre a defesa da família através de diretrizes das políticas públicas através de projetos nas áreas de saúde, segurança e educação.
O projeto é de autoria de Anderson Ferreira (PR-PE) e como o relator afirmou aos jornalistas, o Estatuto está inteiramente dentro do que diz a Constituição Federal a respeito da família.
Sobre as famílias formadas por pessoas do mesmo sexo, Garcia propôs a criação de uma nova denominação, a “parceria vital”, para reconhecer o que ele chama de “enlace entre duas pessoas”, ou seja, não serão chamadas de famílias.
“O projeto de lei não exclui ninguém, ele valoriza a família, base da sociedade, e cria algo inovador, porque, desde 1988, o Congresso Nacional vinha se calando, se omitindo a respeito da família. E hoje estamos dando um grande avanço com essa discussão”, disse o relator.
Após o relatório, os parlamentares poderão apresentar emendas e dentro de cinco sessões eles votarão no relatório final para então colocar o Estatuto da Família em votação.
Quem se opõem ao projeto, como a deputada Érika Kokay (PT-DF), tentará impedir que projeto seja aprovado. “Vamos utilizar todos os instrumentos legislativos possíveis para que possamos impedir a institucionalização da homofobia através deste projeto e o retrocesso em direitos de vários segmentos da sociedade”, afirmou a petista aos jornalistas. Com informações G1
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