11 março 2017

Cristianismo Confuso


Confesso. Tenho muitas dificuldades para entender esse cristianismo dos nossos dias, não entendo certas coisas. Vejo algumas pessoas postando pensamentos referentes aos reformadores, ao Calvinismo, ao Arminianismo, a Sporgeon, aos puritanos e tantos outros pensamentos de pessoas e movimentos que amavam á Cristo e a sua igreja e que tinham as marcas da devoção, do zelo pela igreja e uma paixão fervorosa pelas almas. No entanto confesso, não entendo como esse cristianismo dos nossos dias pode "amar" tudo isso, serem tão "Espirituais", saberem tanto sobre teologia, e não frequentam escola bíblica, nem cultos de doutrina, não evangelizam, não visitam, não mantém comunhão com os irmãos, não colaboram em nenhuma área da igreja. Sinceramente não entendo uma fé que não faz, nem preparam outros pra fazer, nem leva outros a crê.
Lamentável, mas é esse o cristianismo dos nosso dias que alguns querem viver. Quanto a mim, perdoe-me, mas recuso a aceitar tal hipocrisia.
Pastor Cícero Manuel dos Santos.

05 março 2017

A difícil arte de conviver com pessoas azedas.



 É muito difícil conviver com pessoas azedas. Elas se metem todos os dias em togas invisíveis, prontas para julgar o mundo, para determinar segundo sua lógica distorcida, o que é certo e errado. Têm ares de sabedoria, mas são emocionalmente ignorantes.

Estão sempre com o dedo em riste, prontas para apontar defeitos. Não aceitam ninguém que seja diferente delas, que pense algo diferente ou que faça o que quer que, seja de outro jeito que não seja o jeito delas. Escolhem com quem e quando é conveniente ser “legal”.

Em geral, são muito metódicas e perfeccionistas. Não toleram nenhum erro alheio. Estão sempre atentas a qualquer deslize do outro. Pensam que nunca erram. Acham que todos os seus defeitos devem ser perdoados. Só escutam o que lhes convém. Humilham pessoas à sua volta por motivos banais. E, quando confrontados, negam seu comportamento, acham graça na sua exasperação e, não raras vezes, deixam você falando sozinho.

Nas raras vezes em que estão de bom humor, acham que todo mundo tem obrigação de festejar a sua alegria. Gente assim é um verdadeiro teste de paciência diário. Sou capaz de amá-las. Afinal, o desafio está justamente em amar aqueles que te fazem duvidar do amor.
Mas não me peça para reverenciá-las ou desperdiçar com elas a minha biológica habilidade de ser doce e generosa. Hipocrisia não faz parte do meu vocabulário!                                    


                                                 Blog de JOSIE CONTI

A promessa e o Espírito


  
Quando o Espírito Santo foi derramado á igreja por ocasião da festa de pentecostes, Pedro reconheceu o acontecido como cumprimento da promessa que havia sido profetizada por Joel, ao afirmar categoricamente:Mas isto é o que foi dito pelo profeta JoelAt 2.16. Para em seguida cita a profecia completa nos versículos 17-21. Pedro também, em sua preleção, compreendeu que a capacitação dada pelo Espírito no pentecostes confirmava a plenitude e o poder da nova aliança pelos méritos de Jesus Cristo. Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas.
De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis.

(At 2.32-33).
Uma vez que a promessa revelada por Joel seria de maneira ampla. Filhos e Filhas, Jovens e Velhos, Servos, e Servas. Nisso vejo que o Apóstolo Pedro esta em plena harmonia com o pensamento do Apóstolo Paulo quando ao falar aos Gálatas que a lei não pode invalida a promessa ele diz: “Pois todos vós sois Filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus” (Ga 3.26). Em outro momento Paulo Também havia dito que Deus cumpriu plenamente em nós, seus Filhos, essa promessa, ao ressuscitar Jesus. (AT 13.33).
Percebe-se claramente que os Apóstolos entenderam o cumprimento da promessa e o derramar do Espírito Santo como características principais da nova aliança. Alias isso fica evidente nas palavras de Pedro quando ao concluir o Sermão e é interrogado pelos seus ouvintes sobre o que fazer. “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;
Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”.
(Ato 2.38-39).       
 Portanto, irmão tomo emprestado às palavras de R.C Sproul. No seu livro Espírito Santo, e assim, concluir essa breve reflexão. “O que era uma profecia para Joel, se tornou uma realidade histórica no dia de pentecostes , quando Deus tomou do Espírito que estava sobre Jesus , o mediador da nova aliança, e o distribuiu, não apenas a setenta crentes, e sim, a todos eles”. No Amor de Cristo.

                                   Pastor Cícero Manuel

21 novembro 2016

Autoridade, Liderança, Obediência e submissão.

“Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles”... (Hebreus 13:17a)
    O que é autoridade? É o legítimo poder de comando ou de ação. O líder é aquela pessoa que reúne as condições necessárias para conduzir o grupo ao objetivo comum. Do passado ele precisa trazer conhecimentoexperiência e, como resultado, habilidade. Em relação ao presente, precisa ter ampla e clara percepção. Quanto ao futuro, o líder precisa ter visão. Estamos falando de conceitos ideais. Na prática, destaca-se a pessoa que consegue reunir a melhor combinação possível desses elementos.
Nós, que estamos debaixo de autoridade, devemos obedecer. Sabendo que nossos líderes estão se empenhando por exercerem uma liderança sábia e justa, nada nos resta senão a fiel obediência. E por que o faremos? Todo grupo tem um objetivo que justifica sua existência. Se obedecermos, estamos contribuindo para que o objetivo seja alcançado. Se desobedecermos estamos traindo a nós mesmos e prejudicando todo o grupo. O grande problema da história de Israel foi a desobediência. Aliás, o grande problema da história humana é esse.
 Adão e Eva tinham um único mandamento para cumprir e conseguiram desobedecê-lo. E assim continua até hoje. O povo de Israel foi desobediente ao Senhor. As conseqüências foram maldições diversas, inclusive o cativeiro, a perda da terra de Canaã e a dispersão pelo mundo afora. Submissão é diferente de obediência. Submissão é o compromisso, a postura, atitude interior. Obediência é o cumprimento de uma ordem específica. Precisamos, portanto, ser submissos e obedientes. Uma coisa não é suficiente sem a outra. Aquele que diz ser submisso, mas nunca cumpre uma ordem, deverá rever sua posição. Mas existem também aqueles casos de pessoas que cumprem ordens, mas estão se remoendo por dentro. São obedientes, mas não são submissas. Isso é mais comum em situações hierárquicas, onde se utiliza o termo "subordinado". Querendo ou não, o soldado vai obedecer ao comando. Na igreja, porém, o que se deseja é que sejamos obedientes e também submissos.
 A submissão está no coração, nas intenções. Quem é submisso, obedece até na ausência do líder e jamais murmura pelos cantos, pelas rodas de amigos e corredores da igreja (Fp2.12). Grande coisa é viver na obediência, sob a direção de um superior, e não dispor da própria vontade. Muito mais seguro é obedecer que mandar. Muitos obedecem mais por necessidade que por amor: por isso sofrem e facilmente murmuram. Esses não alcançarão a liberdade de espírito, enquanto não se sujeitarem de todo o coração, por amor de Deus. Anda por onde quiseres: não acharás descanso senão na humilde sujeição e obediência ao "superior".
A imaginação dos lugares e mudanças a muitos tem iludido. Verdade é que cada um gosta de seguir seu próprio parecer e mais se inclina àqueles que participam da sua opinião. Entretanto, se Deus está conosco, cumpre-nos, às vezes, renunciar ao nosso parecer por amor da paz. Quem é tão sábio que possa saber tudo completamente? Não confies, pois, demasiadamente em teu próprio juízo; mas atende também, de boa mente, ao dos demais. Se o teu parecer for bom e o deixares, por amor de Deus, para seguires o de outrem, muito lucrarás com isso.
Com efeito, muitas vezes ouvi falar que é mais seguro ouvir e tomar conselho que dá-lo. É bem possível que seja acertado o parecer de cada um: mas não querer ceder aos outros, quando a razão ou as circunstâncias o pedem, é sinal de soberba e obstinação.


                                          http://www.pastorjoelm.com/

20 julho 2016

PREGAÇÃO, DESEJO E MOTIVO: UM ALERTA PARA OS JOVENS

   
               
"Com freqüência, tem acontecido que alguns jovens com determinados dons, ao ouvirem um grande pregador, sentem-se cativados por ele e pelo que ele está fazendo. Ficam atraídos por sua personalidade ou por sua eloquência, deixam-se comover por ele e, insconscientemente, começam a sentir o desejo de ser semelhantes a ele e de fazer o que ele está fazendo. Ora, isso pode estar certo, mas pode estar inteiramente errado. Os jovens podem ficar fascinados somente pelo encanto da pregação, atraídos pela ideia de ministrarem a Palavra a audiências e de influenciá-las. Todas as formas de motivos falsos e errôneos podem se instroduzir sorrateiramente. A maneira de nos precavermos desse perigo é perguntar-nos: por que desejo fazer isso? Por que estou preocupado com isso? E, a menos que descubramos um interesse genuíno pelas pessoas, pelo seu estado e condição e tenhamos desejo de ajudá-las, estaremos corretos em duvidar de nossos motivos." (D. Martyn Lloyd-Jones)

 O texto acima foi publicado originalmente em 1972, na obra intitulada Preaching and Preachers, traduzida para o português sob o título "Pregação e Pregadores", pela Editora Fiel. Apesar dos trinta e oito anos passados desde a sua primeira publicação, ele se mantém indiscutivelmente atualizado.
 Há na atualidade, de formar clara, o risco de muitos jovens desejarem seguir carreira como pregadores, motivados pelos aspectos estéticos da pregação, e pela sensação de poder que ela provoca. Como bem colocou Lloyde-Jones, o interesse genuíno em ajudar as pessoas é que deve ser a razão central, o motivo único deste desejo.

 Uma outra questão cabe aqui ser abordada. Muitos pregadores na atualidade, estão influenciando negativamente os mais jovens, pelo fato de que os motivos que o levaram ao ministério da pregação, terem uma relação direta e estarem sob a influência da chamada cultura do narcisismo e da sociedade do espetáculo.

 Narciso, de onde se deriva o termo narcisismo, segundo a mitologia grego-romana, era um jovem de incomparável beleza. Ele pensava, em razão disto, ser semelhante a um deus. Como resultado disso, Narciso rejeitou a afeição de Eco, uma bela jovem até que esta, desesperada, definhou, deixando apenas um sussurro débil e melancólico. Para dar uma lição ao rapaz frívolo, a deusa Némesis condenou Narciso a apaixonar-se pelo seu próprio reflexo na lagoa de Eco. Encantado pela sua própria beleza, Narciso deitou-se no banco do rio e definhou, olhando-se na água e se embelezando. Outras versões dizem que enquanto caminhava pelos jardins de Eco, ele descobriu a lagoa de Eco e viu o seu reflexo na água. Apaixonando-se profundamente por si próprio, inclinou-se cada vez mais para o seu reflexo na água, acabando por cair na lagoa e se afogar.

 A conceito de cultura do narcisismo, pode ser compreendido através da breve exposição sobre o tema, feita pela Dra. Ana Almeida em seu blog:
"A sociedade actual estimula a cultura do narcisismo. Cada vez mais competimos de forma acirrada por um “lugar ao sol” num mundo em que impera a lei do mais capaz e do sucesso ou da aparência dele. As exigências de sucesso provocam um enorme desgaste. As pessoas sentem-se obrigadas a atingir metas idealizadas e a ultrapassarem a qualquer custo as suas limitações. Instala-se um conflito entre o “eu idealizado” e o “eu real” que nos leva a desenvolvermos a crença de que valemos mais pelo que temos ou aparentamos ser do que pelo que realmente somos. A ânsia de reconhecimento faz com que a aparência tenha um enorme valor; quando somos confrontados com a diferença entre aquilo que pretendemos ser e aquilo que somos verdadeiramente a nossa auto-estima sofre, e esta diminuição da auto-estima torna-nos vulneráveis à depressão."

 Sobre a sociedade do espetáculo, e comentando a obra A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord, José Arbex Jr. escreveu no livro Showrnalismo: a notícia como espetáculo (Editora Casa Amarela, São Paulo, 2001):

"O espetáculo – diz Debord – consiste na multiplicação de ícones e imagens, principalmente através dos meios de comunicação de massa, mas também dos rituais políticos, religiosos e hábitos de consumo, de tudo aquilo que falta à vida real do homem comum: celebridades, atores, políticos, personalidades, gurus, mensagens publicitárias – tudo transmite uma sensação de permanente aventura, felicidade, grandiosidade e ousadia. O espetáculo é a aparência que confere integridade e sentido a uma sociedade esfacelada e dividida"

 Como bem coloca Joel Birman no livro Mal-estar na atualidade: A psicanálise e as novas formas de subjetividade, a cultura do narcisismo e a sociedade do espetáculo enfatizam a exterioridade e o autocentramento. Dessa forma, em se tratando de pregação e pregadores, o motivo e o desejo ficam comprometidos, visto que as necessidades do outro deixam de ser relevantes e de terem primazia, na mesma proporção em que as necessidades do próprio sujeito, norteadas pelo pensamento, sentimento e desejo narcísico, mediante o exibicionismo espetacular, ganham exclusividade.

 O outro se torna objeto de mero usufruto do sujeito narcísico, lhe servindo apenas como instrumento para o incremento da auto-imagem, mediante a manipulação através dos meios de comunicação de massa, e de uma forte ênfase na estetização da pregação, em detrimento do legítimo, salutar e bíblico propósito da pregação, e da verdadeira e bíblica razão de ser e fazer do pregador.

 Apesar do triste e atual quadro, percebo mudanças no cenário evangélico nacional, onde vislumbro a restauração da verdadeira pregação bíblica, realizada por pregadores santos e vocacionados por Deus para esta privilegiada missão, movidos pelos mais nobres e excelentes motivos, e desejosos de proporcionar o bem maior ao seu próximo, ou seja, a sua salvação, libertação, restauração, transformação, edificação, consolação e exortação, tendo como base e fundamento a Bíblia Sagrada.


                                                          (ALTAIR GERMANO)

25 junho 2016

Graça de Deus, verdadeiro manancial

   A fé se dá por satisfeita com a certeza de que, por mais que nos faltem muitas coisas que dizem respeito ao sustento da vida, Deus não nos há de faltar jamais. A principal segurança da fé repousa na esperança da vida futura, que nos foi dada pela palavra de Deus fora de toda dúvida.
Quaisquer que seja as misérias e calamidades que atinjam na terra aos que Deus abraça com seu amor, estas não podem, porém, impedir que sua benevolência seja para eles felicidade plena. por isso, quando
quisermos exprimir a suma felicidade,pusemos a graça de Deus como manancial de qual brota para nós bens de todos os tipos.

    ( Extraído da das Institutas de Calvino Tomo II, Pag 51)

13 abril 2016

Orientação em meio ao caos

 Todo Antigo testamento remete a Jesus. Ele é a mais clara revelação de Deus, e fala melhor do que toda a lei e todos os profetas sobre a obra redentora para a Humanidade. Ele oferece descanso das pesadas cargas que acumulamos e exigem deveres possíveis de cumprir, (Mat. 11: 28-30). Ele redefine as prioridades da lei e coloca a lei a serviço do Homem, e não ao contrário. Cristo oferece orientação ao caos Espiritual, emocional e moral em que vive a Humanidade.     

28 fevereiro 2016

A SUBLIMIDADE DE CRISTO NA ORAÇÃO POR MISSÕES – CRISTO, O NOSSO MEDIADOR

            O nosso desafio missionário é grande, mas uma coisa é certa, nesta grande obra não estamos sós, o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos garantiu que estaria conosco, “.. e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.
( Mat.28: 20).

            O ofício de Cristo como sumo sacerdote abre as portas de um verdadeiro tesouro para o crente, um tesouro que o crente deve explorar com transbordante gozo. Em seu sublime papel de sumo sacerdote, Cristo é o nosso representante (Heb. 2: 9) e nosso intercessor (Heb. 7: 25).

            Na carta aos Colossenses o apóstolo Paulo demonstra sua total confiança no Senhor para desenvolver a mais nobre das missões, ele faz isso ao orientar os irmãos à perseverarem na oração, suplicarem por ele e se portarem com sabedoria, aproveitando todas as oportunidades.”Perseverai em oração, velando nela com ação de graças;
Orando também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso;
Para que o manifeste, como me convém falar.
(Col. 4: 2-4).

 Nesta porção bíblica o missionário Paulo demonstra sua dependência em Deus e sua confiança na intercessão em favor do trabalho missionário. Paulo queria ter bom êxito na obra de missões e por isso rogava por orações, não tendo vergonha de pedir à seus amigos que orassem por ele.

            O missionário realmente precisa ser sustentado por orações em sua vida e seu ministério. Portanto meus amados, irmãos não esqueçam o exemplo deste grande missionário que entendeu muito bem as palavras de Jesus, que disse: “Sem mim nada podeis fazer” (João 15: 5).

            Se de fato nosso propósito é proclamar a palavra de Deus, temos que ter em mente que o poder para proclamar o evangelho vem através da oração, o Espírito de Deus usa a palavra de Deus quando nos aproximamos do trono da graça.

            Então, não esqueçamos a sublimidade de Cristo nas orações por missões, pois Ele mesmo nos diz: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.” (João 14: 13-14)

            Que Deus nos ajude nesta gloriosa obra. Amém

                                                                      Pastor Cícero Manuel

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