28 agosto 2014

O CRISTÃO DEVE CELEBRAR AS FESTAS JUDAICAS?

  No primeiro século havia um grupo de falsos mestres chamado “Judaizantes” que lutava contra o ensino dos apóstolos. Ensinavam que a graça de Deus não é suficiente para a salvação. Segundo eles, era preciso cumprir os ritos da lei. Enfatizavam a necessidade da circuncisão, da guarda do sábado e da celebração das festas judaicas. Os crentes estavam abraçando os falsos ensinamentos e voltando às sombras do Antigo Testamento. Paulo não podia tolerar isso, e escreve uma carta chamando os irmãos da galácia de “insensatos” (Gálatas 3.1).
Assim como no primeiro século, há em nossos dias um grupo de falsos mestres ensinando que ainda devemos celebrar certas festas judaicas como meio de nos aproximarmos de Deus. Estes celebram a festa dos tabernáculos, (Também chamada festa da Colheita) das primícias, etc, e dizem que tudo isso ainda é válido para a Igreja cristã de nossos dias. Estão voltando às sombras, aos rudimentos fracos e pobres, e tem corrompido a fé de muitos. E o que é pior: há um monte de “insensatos” seguindo esses falsos mestres.
Mas, afinal, o que os apóstolos ensinaram sobre esse assunto? Será que ainda estamos obrigados a guardar os costumes judaicos?

                                Vamos analisar apenas dois textos do apóstolo Paulo:

   I - Primeiro: Colossenses 2.16,17:
Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.

1 – O argumento
De acordo com o apóstolo, a Igreja de Colossos não deve aceitar a imposição das leis de alimentos, festas, lua nova ou sábados, pois estas coisas eram sombras de Cristo. Assim, agora que Cristo já veio, não estamos obrigados a estas ordenanças, pois a cruz de Cristo as derrubou.

2 - O contexto
Na carta aos Colossenses, Paulo está combatendo uma heresia que misturava adoração de anjos e práticas ascéticas. Nessa mistura estava o elemento judaizante que tentava escravizar os crentes com festas e cerimônias judaicas, especialmente a circuncisão, a guarda do sétimo e as festas mensais e anuais. Nesse capítulo 2, o foco de Paulo está na parte judaica da heresia. Começando com verso 11, o apóstolo se concentra no fato que a circuncisão foi substituída pelo batismo, desse modo não é mais obrigatória. Em seguida afirma que a dívida que tínhamos com a Lei foi pregada na cruz com Cristo, por isso, quando cremos em Cristo ficamos livres da condenação da Lei. E por fim, Paulo faz uma aplicação falando sobre a questão das festas judaicas e do sábado nos versos 16 e 17:
Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dedias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas que haviam de vir; mas o corpo é de Cristo.

3 – A cruz e os ritos judaicos
É importante dizer que em todo o Antigo Testamento aparece umaconstrução literária que se repete em várias partes da Bíblia, e é a mesma que Paulo usa aqui em Colossenses. A construção é a seguinte: “dias de festa, lua nova, sábados”. Essa fórmula serve para indicar os dias sagrados dos Judeus: anuais (Festas) mensais (Lua Nova) semanais (sábados).Nesses versos 16-17, Paulo diz que a Cruz derrubou essa fórmula judaica e não estamos obrigados a observá-las. Cristo já veio e cumpriu o significado de tais ritos.

4 - A razão do argumento
De acordo com Paulo, ninguém pode impor a observância dos ritos judaicos pela seguinte razão (v.17): “porque tudo isso tem sido sombra das coisasque haviam de vir; porém o corpo é de Cristo”. Todas as cerimônias do Antigo Testamento, incluindo a festa dos tabernáculos, primícias e sábados, eram sombras e preanunciavam a pessoa e a obra de Cristo. Como afirmou o Dr. Augustus Nicodemos, “comida, bebida, dia de festas, lua nova ou sábado, eram sombras, do Cristo que estava vindo desde o Antigo Testamento. A sombra dEle estava projetada lá, mas quando Ele chegou, eu não preciso mais da sombra, porque agora Ele está presente, e aqueles simbolismos não servem mais”.
A conclusão que se chega a partir desse primeiro texto é que, após a morte e ressurreição de Jesus, todas as festividades judaicas foram abolidas, pois cumpriram sua função temporária no anúncio da vinda do Messias. Assim, após a cruz as festas judaicas não são obrigatórias para o cristão.

II – Segundo texto: Gálatas 4.8-11:
Mas, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses. Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco.
                                 
1 – O argumento de Paulo.
Como já vimos, os judaizantes ensinavam a obrigatoriedade da circuncisão e da guarda das festas anuais e mensais dos Judeus. Paulo refuta essa ideia dizendo que estas festas apontavam para o Descendente que viria e que morreria na cruz. Paulo argumenta que observar estas festas é uma ofensa à Cruz de Cristo, pois somos aceitos com base nos méritos de Cristo que cumpriu a lei por nós.
2 – O contexto.
Paulo não podia tolerar ensinamentos que levassem o povo de volta ás sombras do Antigo Testamento. A obra de Cristo foi consumada na Cruz e não necessita de ritos judaicos. A lei foi dada bem depois que Deus fez a promessa a Abraão (quatrocentos e trinta anos depois). Essa mesma lei foi dada até que viesse o descendente, que é Cristo. Segundo Paulo, até à vinda do Messias nós fomos aprisionados pela lei, para que pudéssemos crer no Salvador que estava para vir. Mas agora que Cristo já veio não precisamos mais daqueles ritos da lei, porque agora todos nós somos filhos de Deus por meio da fé em Jesus Cristo (gálatas 3. 23-26).
Em Gálatas 4 Paulo está discutindo essa questão. E diz que uma vez que Deus já enviou o seu descendente, e somos filhos e herdeiros de Deus mediante a fé na Cruz, então é uma grande loucura e tremenda afronta a Cristo o ato de voltar aos rudimentos fracos e pobres, os quais nos tornariam novamente escravos da lei.
Ele diz:
“Como estais voltando, outra vez, aos rudimentos fracos e pobres, aos quais, de novo, quereis ainda escravizar-vos? Guardais dias (sábados) e meses, (luas novas), e tempos, e anos (festas anuais)” (Gl 4.10-11). 
Será que Paulo poderia ter sido mais claro? Ele está dizendo que observar estas festas é uma ofensa à Cruz de Cristo, portanto, “não voltem para guardar tais cerimônias”. A implicação disso é que o cristianismo santificou todos os dias e ocasiões, eliminando os chamados dias santos. Portanto, a igreja cristã não celebra Pentecostes, Tabernáculo, Primícias ou qualquer outra festa judaica, pois estas faziam parte do calendário judaico os quais eram apenas tipos e sombras das realidades espirituais que se cumpririam na Cruz. E tendo vindo a cruz, todas elas foram revogadas.

Conclusão:
Nós não somos judaizantes. Não celebramos festas judaicas. Não celebramos primícias, tabernáculos ou qualquer outra festa. Celebramos apenas a ceia do Senhor, “pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado” (1 Co 5.7).  
Mas, infelizmente tem muita gente voltando às sombras. A ignorância do evangelho é assustadora. Por esta razão não pouparei palavras para tais abusos: Se seu pastor celebra a festa dos tabernáculos, lamento te dizer, mas ele é um apóstata, falso profeta. Se seu pastor celebra a festa das primícias, lamento te informar, mas ele está enganando você. E se você mesmo ainda permanece nessas práticas, lembre-se que o ato de voltar às sombras é uma grande ofensa a Cruz.
Você é um cego guiado por um “apos-tolo cego”. Você é um “sincero”, porém totalmente errado. Você é como um judeu do primeiro século: cheio de zelo por Deus, porém sem nenhum entendimento do Evangelho. Você não se sujeitou à justiça de Deus manifestada na Cruz de Cristo, e estabeleceu a sua própria justiça (Romanos 10.2-4).
Minha esperança é que você se arrependa agora mesmo, e volte-se para a simplicidade do evangelho apostólico.             Artigo do Pr. Dorisvan Cunha .

Aproveito para te convidar a Assistir esse videio que  fala sobre as festas Judaicas e sobre o Sábado como o Sétimo dia .
  
   
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