10 abril 2011

O Caseiro da fazenda


            O sujeito estava no maior ronco, quando toca o telefone, em plena madrugada:
            - Aqui é o Aristides, o caseiro da sua fazenda!
            - O que houve Aristides, aconteceu alguma coisa grave?
            - Nada não, doutor! Eu só queria avisar que o seu papagaio morreu!
            - Meu papagaio? Aquele que ganhou o concurso no mês passado?
            - Sim, este mesmo!
            - Puxa, que pena! Eu havia pago uma pequena fortuna por ele...mas ele morreu de que?
            - Comeu carne estragada!
            - Carne estragada? Quem deu carne estragada para ele?
            - Ninguém... ele comeu de um dos cavalos que estavam mortos.
            - Que cavalos?
            - Dos seus cavalos puros- saques que! Eles morreram de cansaço, puxando a carroça d água. Que água.
             - Puxando a carroça d água?  Que água?
              - Para apagar o fogo!
              - Fogo onde?
              - Na sua casa, pois uma vela caiu na cortina e ela pegou fogo.
              - Vela? Mas quem foi acender vela lá em casa, se tinha eletricidade?
              - Foi uma das velas do velório!
              - Velório? Mas que velório?
              - È, o velório da sua mãe... ela chegou lá de madrugada sem avisar e eu atirei nela, pensando que era um ladrão!
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