12 dezembro 2014

OS DOIS CALCANHARES DE AQUILES DESSA GERAÇÃO

  Apesar de todo avanço científico que tem revolucionado estas últimas décadas, a humanidade vem paralelamente sofrendo de dois males fatais: a atrofia moral e a imaturidade emocional.

        Atrofia moral

Temos em questão a crise do caráter, da integridade nos compromissos, relacionamentos e casamentos, onde as pessoas estão desistindo cada vez mais facilmente e levianamente de suas responsabilidades para com outros.

O amor egoísta e a idolatria dos próprios sentimentos em detrimento do respeito, da fidelidade e do compromisso têm deixado um rastro de destruição nas gerações sucessivas.

O aspecto agudo desta atrofia é estampado pela eminente onda de marginalidade e crime que sobrecarrega a sociedade. Neste ambiente de ignorância moral, o Príncipe das Trevas tem matado, roubado e destruído toda e qualquer possibilidade consistente para uma vida realizada. Muitas formas alternativas de religião, que são baseadas na idolatria e espiritismo sutilmente perpetuam pactos e vínculos com entidades que prometem proteger, mas que na verdade odeiam o ser humano.

Esta atrofia moral se torna ainda mais aguda pela ignorância espiritual. Aqui é que os governos estão apanhando feio da violência. Estão lidando com espíritos que eles desconhecem e muitas vezes estão comprometidos. Este também é o grande elo perdido da psicologia, psiquiatria e outras ciências humanas. É aqui que muitos doutores e especialistas estão literalmente trocando os pés pelas mãos.

Ignorar os demônios e a forma como eles obtêm uma legalidade para agir e provocar problemas cuja raiz é espiritual, produz sempre um diagnóstico incompleto, ou incompatível com qualquer medicação disponível.

A muitos anos atrás, num hospital psiquiátrico onde evangelizávamos semanalmente, ouvi de uma psiquiatra algo curioso: com todo tratamento químico que era dispensado sobre os pacientes, disse ela, apenas 4% destas pessoas apresentavam uma melhora consistente, e que sem o tratamento químico a mesma porcentagem de pessoas acabavam melhorando por si mesmas. Não quero com isto, de forma alguma, desmerecer a necessidade de um acompanhamento psiquiátrico ou psicológico de alguns casos, mas precisamos entender que a ignorância do reino moral produz uma gerência vazia e sem resultados.

Com o nosso desempenho ali dentro daquele hospital, ficava muito fácil perceber que pelo menos uma média de 96% das pessoas ali sofriam problemas cuja principal causa era espiritual. É importante mencionar que a grande maioria destas pessoas vem de um envolvimento direto com umbanda, magia negra, etc, quando não são crentes desviados.

Depois de algum tempo ministrando aquelas pessoas, fomos chamados pela diretoria do hospital e eles nos perguntaram meio assustados: "O que vocês estão fazendo com os pacientes que eles estão melhorando e recebendo alta? O que vocês fizeram com aquele rapaz obcecado em suicidar-se? Ele estava tão mal e simplesmente está recebendo alta agora" (este rapaz se tornou um membro fiel de nossa igreja). Não preciso dizer que aquela foi uma oportunidade tremenda para falarmos do grande amor de Deus. No final todos estavam em prantos, sob o poder do Espírito Santo.

Na área da psicologia vemos um grande avanço no campo do diagnóstico e isto por um lado tem ajudado a muitas pessoas, porém na questão terapêutica, existem poucos resultados por causa da ignorância espiritual. Enquanto estes profissionais ignorarem a Bíblia e os seus princípios de libertação, certamente continuarão procurando soluções em becos sem saída.

        Imaturidade emocional

Imaturidade emocional é o efeito colateral latente da atrofia moral. Um dos maiores desafios para a ciência hoje são as doenças e males emocionais. Esta é a herança que muitos de nós estamos deixando para os nossos filhos.

A implosão moral implica numa diversidade de colapsos emocionais que são evidenciados através de doenças e desordens psicossomáticas.

Conflitos morais não resolvidos na infância e adolescência podem prender o adulto num padrão imaturo de comportamento. Psicólogos, psiquiatras e muitos terapeutas, todos reconhecem que o grande desafio na sociedade é resolver o problema dos bebês emocionais de 80 kg., ou seja, ajudar os crescidos a crescer emocionalmente.

Isto representa uma crise muito pior do que se pode imaginar. A vida de muitas pessoas tem sido implodidas desde a infância e as perspectivas de amadurecimento se tornam embotadas. Tantas pessoas são tão débeis moral e sentimentalmente que não conseguem superar até mesmo os problemas mais simples de relacionamento e convívio.

Uma prova irrefutável disto são as longas filas de divórcio precoce, que acabam perpetuando os mesmos traumas para a futura geração, que desde cedo tentam crescer tendo que encarar a dura face do abandono e rejeição. O ambiente hostil de desproteção e desamor ministrados por estes lares fragmentados forjam traços fortes de insegurança na personalidade dos filhos e obviamente estes problemas num futuro próximo vão estourar na sociedade através de muitos episódios dramáticos.

A sensualidade, que pode ser definida como idolatria dos próprios sentimentos e desejos, tem sido o mais eficiente desígnio de Satanás contra a estrutura familiar e o objetivo divino para a sexualidade.

O espírito de sensualidade tem a potencialidade de imoralizar o sexo, bem como usá-lo como uma arma para fomentar a decadência e a vergonha, prendendo indivíduos e famílias em traumas irreversíveis. Assim, a identidade humana é castrada e a herança dos pais que deveria nos favorecer torna-se num legado de maldições e influências demoníacas. Portanto, cada vez mais presenciamos uma sociedade comprometida e ameaçada pelo desfacelamento da família.
Este ataque massificante da sensualidade tem transformado imoralidade de alguns anos atrás na "moralidade" atual. Esta tem sido a verdadeira moda dos nossos dias: a decadência. 


 Extraido do livro A Face Oculta do Amor
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